Curso Autismo e PHDA - Formação para Famílias e Profissionais

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Profissionais: 40h + certificado profissional DGERT
554,00 €
Preço Promocional  554,00 € Preço normal 
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Formação em Autonomia, Regulação e Intervenção no Autismo

Da teoria à vida real. Para famílias e profissionais que querem saber como agir, o que observar e que apoio pedir.

Receber um diagnóstico não traz automaticamente um manual de instruções.

Muitas famílias passam anos entre consultas, avaliações e terapias, investindo tempo, energia e muito dinheiro, mas continuam sem saber o que fazer quando a criança não consegue sair de casa, quando uma transição termina numa crise, quando o banho se transforma numa batalha diária ou quando aquilo que funciona numa sessão não se consegue transportar para a vida real.

O problema não é a falta de vontade das famílias. Também não é falta de amor, dedicação ou esforço.

O problema é que, demasiadas vezes, ninguém lhes explica verdadeiramente o que observar, o que pode estar por detrás de determinado comportamento, como adaptar uma rotina, como preparar uma transição ou como perceber se as estratégias utilizadas estão, de facto, a contribuir para o desenvolvimento daquela criança ou jovem.

E quando os pais tentam participar, ainda ouvem frases como: “Não são terapeutas.”

Não são. Nem precisam de ser.

Mas são as pessoas que conhecem melhor a criança, que acompanham os momentos mais difíceis, que vivem as rotinas, que observam os padrões e que podem transformar pequenas situações do quotidiano em oportunidades reais de autonomia, comunicação, regulação e participação.

Esta formação foi criada precisamente para isso.

Não para substituir terapias ou profissionais especializados, mas para capacitar famílias e profissionais a trabalharem melhor em conjunto, com mais conhecimento, mais intenção e estratégias verdadeiramente aplicáveis à vida diária.

Uma formação para deixar de andar às cegas

Uma família informada não interfere no trabalho terapêutico.

Uma família informada consegue explicar melhor o que acontece em casa, identificar padrões, fazer perguntas mais relevantes, pedir ajuda de forma mais concreta e avaliar se as estratégias propostas fazem sentido para aquela criança.

Passa a saber o que pode esperar, quais são os objetivos que estão a ser trabalhados e como pode dar continuidade a esse trabalho no quotidiano, sem transformar a casa numa clínica e sem transformar cada interação numa sessão terapêutica.

Ao compreender melhor o funcionamento emocional, sensorial e comunicacional da criança ou jovem, torna-se possível aproveitar momentos tão simples como vestir, tomar banho, preparar um lanche, sair de casa ou ir dormir para desenvolver competências importantes.

Não através da pressão, da exigência ou da repetição mecânica, mas através de adaptações, previsibilidade, co-regulação e respeito pelo perfil individual.

Porque as terapias, por si só, podem não chegar

A família passa, muitas vezes, poucas horas por dia com os filhos acordados. Ainda assim, essas horas incluem uma vantagem que nenhum consultório consegue reproduzir: contacto diário, conhecimento profundo e atenção individual ou em pequenos contextos.

Uma sessão semanal pode ensinar uma competência. Mas é no quotidiano que essa competência precisa de ser compreendida, generalizada e utilizada.

Quando a família não sabe o que está a ser trabalhado, porquê ou como continuar esse trabalho, perde-se uma parte importante do potencial da intervenção.

Da mesma forma, existem profissionais excelentes nas suas áreas de especialidade que, apesar da sua formação técnica, tiveram pouco contacto específico com autismo, PHDA, perfis sensoriais, comunicação alternativa ou regulação emocional.

Isto pode levar à utilização de estratégias pouco ajustadas, à interpretação errada de comportamentos ou à insistência em objetivos que não respondem às necessidades reais da criança.

Esta formação procura aproximar conhecimento e prática, ajudando famílias e profissionais a construir respostas mais conscientes, individualizadas e funcionais.

O que vai aprender

Ao longo dos diferentes módulos, irá aprender a:

  • Identificar necessidades emocionais, comunicacionais e sensoriais.

  • Reconhecer padrões de sobrecarga ao longo do dia.

  • Compreender melhor os momentos de oposição, bloqueio ou desregulação.

  • Criar rotinas mais previsíveis sem as tornar rígidas.

  • Apoiar a autonomia nas tarefas do dia-a-dia.

  • Preparar mudanças, consultas, deslocações e outras transições.

  • Construir momentos e espaços reguladores.

  • Desenvolver estratégias para prevenir e gerir meltdowns, shutdowns e situações de crise.

  • Utilizar ferramentas visuais e formas alternativas de comunicação.

  • Distinguir incapacidade momentânea, sobrecarga e falta de compreensão de uma simples recusa.

  • Comunicar de forma mais assertiva com escolas, terapeutas e restantes profissionais.

  • Participar ativamente na definição de objetivos e estratégias de intervenção.

  • Avaliar se os apoios existentes estão ajustados às necessidades concretas da criança ou jovem.

Uma formação verdadeiramente prática

Esta não é uma formação construída apenas para transmitir conceitos ou apresentar definições.

Os participantes serão convidados a analisar situações reais, identificar dificuldades concretas e construir estratégias que possam ser utilizadas no dia seguinte, em casa, na escola, numa consulta ou num contexto terapêutico.

A metodologia inclui:

  • Aulas expositivas com exemplos práticos.

  • Estudos de caso.

  • Discussões orientadas em grupo.

  • Simulações e role-plays.

  • Construção de planos individuais.

  • Exercícios práticos.

  • Partilha de experiências.

  • Feedback personalizado.

  • Análise de situações familiares, escolares e clínicas.

Para as famílias

Esta formação ajuda as famílias a deixarem de ser meras recetoras de indicações que, por vezes, não compreendem ou não conseguem aplicar.

Permite-lhes participar de forma mais informada no projeto de desenvolvimento da criança ou jovem, compreender melhor os objetivos das intervenções e comunicar de maneira mais assertiva com terapeutas, professores, médicos e outros profissionais.

Ao terminarem a formação, os familiares estarão mais preparados para:

  • Observar e registar padrões relevantes.

  • Explicar o que acontece fora das consultas.

  • Perceber quais as estratégias que ajudam e quais aumentam a sobrecarga.

  • Fazer perguntas mais específicas.

  • Solicitar adaptações concretas.

  • Participar na definição de prioridades.

  • Dar continuidade às aprendizagens no quotidiano.

  • Defender as necessidades da criança ou jovem com mais segurança e conhecimento.

Não se trata de transformar pais em terapeutas.

Trata-se de garantir que deixam de estar excluídos de decisões fundamentais sobre o desenvolvimento dos próprios filhos.

Para os profissionais

Muitas formações são excessivamente teóricas ou encontram-se limitadas a uma única área de especialidade.

Na prática, porém, as crianças e os jovens não chegam divididos por especialidades. As dificuldades comunicacionais influenciam a regulação. O perfil sensorial influencia a aprendizagem. A previsibilidade interfere com a participação. O contexto familiar interfere com a generalização das competências.

Esta formação oferece uma visão integrada e ferramentas práticas para uma intervenção mais ajustada ao quotidiano.

Para os profissionais, representa uma oportunidade de:

  • Aprofundar conhecimentos específicos sobre autismo e neurodivergência.

  • Compreender melhor os diferentes perfis sensoriais.

  • Planear intervenções mais individualizadas.

  • Responder de forma mais segura a situações de crise.

  • Comunicar melhor com as famílias.

  • Criar estratégias que possam ser aplicadas fora da sessão.

  • Diferenciar o seu trabalho através de uma intervenção especializada.

  • Reforçar a confiança das famílias.

  • Valorizar de forma mais justa a qualidade e a especificidade do serviço prestado.

Num mercado onde muitas famílias procuram respostas concretas e profissionais verdadeiramente preparados, a especialização deixa de ser apenas uma vantagem. Torna-se uma necessidade.

Certificação

Para obtenção da certificação, é obrigatória uma frequência mínima de 80% das horas de formação.

A avaliação será realizada através dos trabalhos práticos, exercícios, simulações e reflexões previstos em cada módulo.

Para quem procura mais do que informação

Esta formação não promete eliminar dificuldades, evitar todas as crises ou substituir o acompanhamento especializado.

Promete algo mais responsável e, muitas vezes, mais transformador: conhecimento para compreender, ferramentas para agir e capacidade para participar.

Porque quando famílias e profissionais falam a mesma linguagem, identificam os mesmos objetivos e compreendem as necessidades reais da criança, a intervenção deixa de existir apenas dentro de uma sala.

Passa a fazer parte da vida.

E é na vida real que a autonomia precisa de acontecer.


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