Curso Autismo e PHDA - Formação para Famílias e Profissionais
Envio no dia seguinte, excepto ao fim-de-semana. 😊
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Uma terapia só muda a vida quando aquilo que é trabalhado chega à vida real.
Formação aplicada em Autismo, PHDA e POD para quem quer transformar conhecimento, acompanhamento e rotinas em desenvolvimento observável.

Receber um diagnóstico não traz um manual de instruções.
Muitas famílias passam anos entre consultas, avaliações e terapias, a investir tempo, energia e muito dinheiro, e continuam sem saber o que fazer quando a criança não consegue sair de casa, quando uma transição acaba em crise, quando o banho se transforma numa batalha diária, ou quando aquilo que funciona numa sessão não se consegue transportar para a vida real.
O problema não é falta de vontade das famílias. Não é falta de amor, de dedicação ou de esforço.
O problema é que, demasiadas vezes, ninguém lhes explica o que observar, o que pode estar por detrás de determinado comportamento, como adaptar uma rotina, como preparar uma transição, ou como perceber se as estratégias em uso estão de facto a contribuir para o desenvolvimento daquela criança.
“Não são terapeutas.”
Não são. Nem precisam de ser.
Mas são as pessoas que conhecem melhor a criança, que acompanham os momentos mais difíceis, que vivem as rotinas, que observam os padrões, e que podem transformar pequenas situações do quotidiano em oportunidades reais de autonomia, comunicação, regulação e participação.
Esta formação foi criada para isso. Não para substituir terapias ou profissionais especializados, mas para que famílias e profissionais trabalhem melhor em conjunto, com estratégias aplicáveis à vida diária.
Uma formação para deixar de andar às cegas
Uma família informada não interfere no trabalho terapêutico. Explica melhor o que acontece em casa, identifica padrões, faz perguntas mais relevantes, pede ajuda de forma mais concreta e avalia se as estratégias propostas fazem sentido para aquela criança.
Passa a saber o que pode esperar, que objetivos estão a ser trabalhados e como dar continuidade a esse trabalho no quotidiano. Sem transformar a casa numa clínica e sem transformar cada interação numa sessão terapêutica.
Momentos tão simples como vestir, tomar banho, preparar um lanche, sair de casa ou ir dormir passam a servir para desenvolver competências importantes. Não através de pressão nem de repetição mecânica, mas através de adaptações, previsibilidade, co-regulação e respeito pelo perfil individual.

Porque as terapias, por si só, podem não chegar
Uma sessão semanal pode ensinar uma competência. Mas é no quotidiano que essa competência precisa de ser compreendida, generalizada e utilizada.
A família passa poucas horas por dia com os filhos acordados. Ainda assim, essas horas incluem uma vantagem que nenhum consultório reproduz: contacto diário, conhecimento profundo e atenção individual. Quando a família não sabe o que está a ser trabalhado, porquê, ou como continuar, perde-se uma parte importante do potencial da intervenção.
Do mesmo modo, há profissionais excelentes nas suas áreas que tiveram pouco contacto específico com autismo, PHDA, POD, perfis sensoriais, comunicação alternativa ou regulação emocional. Isso pode levar a estratégias pouco ajustadas, à interpretação errada de comportamentos, ou à insistência em objetivos que não respondem às necessidades reais da criança.
O que vai aprender
- ✓Identificar necessidades emocionais, comunicacionais e sensoriais.
- ✓Reconhecer padrões de sobrecarga ao longo do dia.
- ✓Compreender os momentos de oposição, bloqueio ou desregulação.
- ✓Criar rotinas previsíveis sem as tornar rígidas.
- ✓Apoiar a autonomia nas tarefas do dia a dia.
- ✓Preparar transições, mudanças, consultas e deslocações.
- ✓Construir momentos e espaços reguladores.
- ✓Prevenir e gerir meltdowns, shutdowns e situações de crise.
- ✓Utilizar ferramentas visuais e formas alternativas de comunicação.
- ✓Distinguir incapacidade momentânea, sobrecarga e falta de compreensão de uma simples recusa.
- ✓Comunicar com assertividade com escolas, terapeutas e restantes profissionais.
- ✓Participar na definição de objetivos e estratégias de intervenção.
- ✓Avaliar se os apoios existentes estão ajustados às necessidades concretas da criança ou jovem.
Metodologia BlueUp
A formação assenta na metodologia BlueUp, projeto vencedor do Prémio BPI Fundação “la Caixa” Infância, com uma equipa multidisciplinar de mais de 12 terapeutas e formadores.
Não é uma formação para transmitir conceitos. Os participantes analisam situações reais, identificam dificuldades concretas e constroem estratégias que possam ser usadas no dia seguinte, em casa, na escola, numa consulta ou num contexto terapêutico.

Para quem é
Sou familiar ou cuidador
“Quero perceber se o apoio está a funcionar, saber o que posso esperar e aprender a ajudar melhor no quotidiano.”
- Observar e registar padrões relevantes.
- Explicar o que acontece fora das consultas.
- Perceber que estratégias ajudam e quais aumentam a sobrecarga.
- Perguntar de forma mais específica.
- Pedir adaptações concretas.
- Participar na definição de prioridades.
- Defender as necessidades da criança com mais segurança.
Não se trata de transformar pais em terapeutas. Trata-se de garantir que deixam de estar excluídos de decisões fundamentais sobre o desenvolvimento dos próprios filhos.
Sou profissional
“Quero ferramentas que possa aplicar na sessão de segunda-feira de manhã, não mais enquadramento teórico.”
- Aprofundar conhecimentos sobre autismo e neurodivergência.
- Compreender os diferentes perfis sensoriais.
- Planear intervenções mais individualizadas.
- Responder com segurança a situações de crise.
- Comunicar melhor com as famílias.
- Criar estratégias aplicáveis fora da sessão.
- Diferenciar o seu trabalho através de intervenção especializada.
A especialização deixa de ser uma vantagem e passa a ser uma necessidade.
Duas opções
Online.
Online. Certificado profissional DGERT.
Certificação
Para obter a certificação é obrigatória uma frequência mínima de 80% das horas de formação. A avaliação é feita através dos trabalhos práticos, exercícios, simulações e reflexões previstos em cada módulo.
Para quem procura mais do que informação
Esta formação não promete eliminar dificuldades, evitar todas as crises ou substituir o acompanhamento especializado. Promete algo mais responsável e, muitas vezes, mais transformador: conhecimento para compreender, ferramentas para agir e capacidade para participar.
Porque quando famílias e profissionais falam a mesma linguagem e compreendem as necessidades reais da criança, a intervenção deixa de existir apenas dentro de uma sala. Passa a fazer parte da vida.
E é na vida real que a autonomia precisa de acontecer.